domingo, 13 de setembro de 2009

Psicomotricidade



“É uma técnica que por intermédio do corpo e do movimento dirige-se ao ser na sua totalidade. Ela não visa a readaptação funcional por setores e muito menos, a supervalorização dos músculos, mas a fluidez do corpo no seu meio”.
“Seu objetivo é permitir ao indivíduo melhor sentir-se e, através de um maior investimento da corporalidade situar-se no espaço, no tempo, no mundo dos objetos e chegar a uma modificação e uma harmonização com o outro”. (Ajuriaguerra, 1975)
A Psicomotricidade é a realização do pensamento através do motor, preciso, econômico e harmonioso.
(Ajuriaguerra,1980)
Segundo Lê Bouche (1969), "a psicomotricidade se dá através de ações educativas de movimentos espontâneos e atividades corporais da criança, proporcionando-lhe uma imagem do corpo contribuindo para a formação de sua personalidade."
Psicomotricidade é o controle mental da expressão motora. É a relação entre o pensamento e a ação, envolvendo também a emoção.
Psicomotricidade, portanto é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização. Ela contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal o que facilitará a orientação espacial.
É uma ciência que tem como objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo. Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. Sustentada por três conhecimentos básicos: o movimento, o intelecto e o afeto

O movimento e suas implicações

O movimento contém em si mesmo sua verdade, tem sempre uma orientação significativa em função da satisfação das necessidades que o meio suscita.
A relação entre o movimento e o seu fim se aperfeiçoa cada vez mais como resultado de uma diferenciação progressiva das estruturas integradas do ser humano.
O movimento não acontece sozinho. Não há movimento pelo movimento. Toda a ação tem uma intenção.
É o que caracteriza o seu aspecto comunicativo, determinado sempre pelo contexto cultural onde está inserido, ou seja, não só o gesto pelo gesto, estanque, sem sentido.

Ser educador

"Ser educador é ser um poeta do amor. Educar é acreditar na vida e ter esperança no futuro. Educar é semear com sabedoria e colher com paciência."

Augusto Cury

Dinâmica: A vida deve ser florida



Objetivo: Esta dinâmica fará o aluno perceber o valor da vida e o mistério que a envolve.
Material necessário: Papel de seda de várias cores.
1º - A professora deve cortar o papel de seda para que fique do tamanho de um papel sulfite cortado ao meio.
2º - Deve distribuir um pedaço para cada participante, procurando diversificar as cores.
3º - Motivar todos, dizendo que a folha que eles têm na mão é a vida de cada um deles. Pedir para que notem que um lado da folha é liso e o outro, um pouco mais áspero. Isso também ocorre em nossa vida: em alguns momentos é mais tranqüila, em outros, mais áspera. Mas, apesar de tudo, nossa vida vibra.
4º - A professora deve pedir aos alunos que segurem as folhas numa das pontas, fazendo-as balançar para ouvir o barulho (a vibração). Deve explicar que nem sempre tudo é tão bom, nem sempre a nossa vida vibra tanto. Todos passam por maus momentos.
5º - A professora deve perguntar o que “mata” a nossa vida, o que faz com que ela vibre menos, e exemplificar: desemprego, inveja, ciúme, violência... Deve solicitar a ajuda dos participantes para que citem outros exemplos, e cada palavra “morte” enunciada, pedir que amassem o papel, até ficar uma bolinha.
6º - Com a bolinha na mão, a professora pergunta ao grupo: “O que devemos fazer com esta bolinha agora?”. Talvez alguns digam para jogá-la fora. Nesse momento, a professora questionará: “Como vamos jogar fora a nossa vida? O que podemos fazer?”. Alguém poderá dizer para reconstruí-la. “Mas como?” A professora, então, deve motivar o grupo a falar palavras de vida (emprego, amor, amizade, justiça...), e a cada palavra vai-se abrindo novamente o papel.
7º - Com o papel todo aberto, a professora deve questionar: “Mas e agora? Está cheio de rugas? São as rugas do tempo; assim é a nossa vida. O que fazer? Vamos ver se a vida ainda vibra?”. Nesse momento, pede ao grupo para balançar a folha. Agora a vibração é bem menor.
8º - A professora, então, pede aos alunos para dobrarem as folhas ao meio e recortá-las em duas partes. Juntando essas duas partes, pede para recortá-las novamente, ficando agora com quatro partes.
9º - A professora instrui os alunos a trocar os pedacinhos com os colegas, de maneira que cada um fique com quatro pedacinhos de cores diferentes.
10º - Agora pede para colocarem os pedacinhos de maneira que fiquem um na horizontal e outro na vertical, formando duas cruzes.
11º - A professora pede aos alunos que coloquem o dedo indicador no centro das “cruzes” e modelem uma flor. E acrescenta que a vida, por mais dolorida e cheia de rugas, ainda pode florescer. Às vezes, perde a vibração, mas nunca tarde para florescer.

Os professores nunca têm razão




Se é jovem, não tem experiência;
Se é velho, está ultrapassado.
Se não tem carro, é um coitado;
Se tem carro, chora de barriga cheia.
Se fala em voz alta, grita;
Se fala em tom normal, ninguém o ouve.
Se nunca falta às aulas, é parvo;
Se falta, é um "turista".
Se conversa com outros professores, está a dizer mal do Sistema;
Se não conversa, é um desligado.
Se dá a matéria toda, não tem dó dos alunos;
Se não dá , não prepara os alunos.
Se brinca com a turma, é palhaço;
Se não brinca, é um chato.
Se chama a atenção, é um autoritário;
Se não chama, não se sabe impor.
Se o teste é longo, não dá tempo nenhum;
Se o teste é curto, tira a oportunidade aos alunos bons.
Se escreve muito, não explica;
Se explica muito, o caderno não tem nada.
Se fala correctamente, ninguém entende patavina;
Se usa a linguagem do aluno, não tem vocabulário.
Se o aluno reprova, é perseguição;
Se o aluno passa, o professor facilitou.

O prazer de ensinar

Ensinar é transmitir o que se sabe para quem quer saber, portanto é dividir sua sabedoria. Mas é uma estranha divisão o que não segue as leis matemáticas, porque você divide, mas não perde o que era seu, pelo contrário, pode ganhar o que nem lhe pertencia. Ensinar faz o mestre rever seus próprios conhecimentos com possibilidades de atualizá-los. Os sentimentos de gratidão, admiração e respeito do aprendiz alimentam a alma do mestre. Portanto o ensinar é também trocar.
Ao transmitir, suas idéias poderão ser absorvidas, questionadas ou rejeitadas, pois quem as ouve pode contribuir com o que pensa sobre elas. Assim, seus conhecimentos deixam de ser subjetivos e passam para o objetivo campo da realidade exterior. Um conhecimento externado tem muito mais serventia que congelado dentro de si mesmo.
O mestre é um degrau para o seu aprendiz chegar à sabedoria. Quem ensina se alegra com quem aprende, porque passa a fazer parte do seu aprendiz através de uma semente de saber. Assim, cada vez mais o aprendiz sabe mais. Isso é natural. O aluno tem de superar o professor. O verdadeiro mestre se orgulha de ter sido um degrau na vida de seu aprendiz que venceu na vida. Ele se sente um dos colaboradores deste sucesso. “Ele foi meu aluno”.
O ensinar é realizador, prazeroso e gratificante. É como ver desabrochar a flor cuja semente você plantou. O conhecimento deve ser dosado pelo interesse e capacidade de aprendizagem do aprendiz. Muita luz pode cegar o olho acostumado à penumbra. O aprendiz além de receber o conhecimento, está absorvendo o prazer do mestre que nele se transforma em prazer de aprender. E o que se aprende não se esquece jamais. O sofrimento grava o sentimento e o não conhecimento.
É transitório e medíocre o abuso do poder do saber sobre quem não sabe. Este poder só alimenta a mesquinha vaidade pessoal. O verdadeiro alimento da alma é a grata alegria de aprender que o aprendiz lhe retorna através de afeto, admiração e respeito por você que lhe abriu as portas.
Ensinar é abrir a cabeça para perguntas. São as incomodativas questões que resolvem os acomodados neurônios em busca de novas respostas. Ensinar é um gesto de generosidade, humanidade e humildade. É oferecer alimento saboroso, nutritivo àqueles que querem saber mais. Porque Ensinar é um gesto de amor.
Içami Tiba

Felicidade

Os pais podem dar alegria e satisfação para um filho,
mas não há como lhe dar felicidade.

Os pais podem aliviar sofrimentos enchendo-o de presentes,
mas não há como lhe comprar felicidade.

Os pais podem ser muito bem-sucedidos e felizes,
mas não há como lhe emprestar felicidade.


Mas os pais podem aos filhos
Dar muito amor, carinho, respeito,
Ensinar tolerância, solidariedade e cidadania,
Exigir reciprocidade, disciplina e religiosidade,
Reforçar a ética e a preservação da Terra.

Pois é de tudo isso que se compõe a auto-estima.
É sobre a auto-estima que repousa a alma,
E é nesta paz que reside a felicidade.

Do livro( Quem Ama ,Educa!)
Içami Tiba